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Quem Sabe Um Dia: o romance de estreia de Lauren Graham

Sonhos, testes e uma cidade grande: por dentro da história de Franny Banks

Data:

Editora Record

Antes de virar autora de sucesso com suas memórias, Lauren Graham, a eterna Lorelai Gilmore, estreou na literatura com um romance leve, engraçado e cheio de referências à própria trajetória como atriz. Quem Sabe Um Dia é uma leitura obrigatória para quem ama a atriz e quer conhecer um pouco mais do seu universo criativo fora das telas.

Data de lançamento

O livro original, Someday, Someday, Maybe, foi publicado nos Estados Unidos em 30 de abril de 2013 pela Ballantine Books (selo da Random House), quando Graham ainda vivia Sarah Braverman em Parenthood. A atriz decidiu escrever o romance nas horas vagas enquanto trabalhava na série, dizendo em entrevista que sempre quis escrever um livro, mesmo sem saber explicar exatamente por quê.

No Brasil, a obra chegou às livrarias em 2014, publicada pela Editora Record com o título Quem Sabe Um Dia, em edição de 368 páginas.

Sinopse

A história se passa em janeiro de 1995 e acompanha Franny Banks, uma aspirante a atriz que se mudou para Nova York com um prazo autoimposto de três anos para vingar na profissão. Faltam apenas seis meses para esse prazo terminar, e o currículo de Franny resume-se a uma participação num comercial de suéteres natalinos feios e um emprego de garçonete num clube de comédia.

Ela divide um apartamento no Brooklyn com Jane, sua melhor amiga desde a faculdade, e Dan, um escritor de ficção científica que definitivamente não é candidato a namorado, embora as coisas nem sempre sejam tão simples assim. Enquanto tenta não se distrair com James Franklin, o galã mais cobiçado da sua turma de teatro, Franny lida com a conta bancária cada vez mais vazia, um pai que insiste para que ela volte para casa e um agente que não retorna suas ligações. Ainda assim, ela continua acreditando que pode conseguir aquilo que foi buscar.

É, no fundo, uma história sobre sonhos, sobre ser jovem numa cidade grande e sobre a dificuldade, talvez a mais difícil de todas em Nova York, de simplesmente conseguir um papel.

Repercussão e crítica

O livro entrou na lista de mais vendidos do New York Times logo após o lançamento e rendeu elogios de nomes de peso da literatura comercial americana. Emily Giffin descreveu a estreia como doce, engraçada e cheia de coração, enquanto Diane Keaton a chamou de calorosa e inteligente, e Candace Bushnell destacou a forma como Graham capturou a experiência de ser jovem, ambiciosa e cheia de esperança em Nova York. A crítica especializada também foi favorável. O Washington Post elogiou os diálogos afiados e as observações certeiras sobre o mundo do show business, enquanto a Entertainment Weekly resumiu o romance como completamente charmoso.

No Brasil, o livro também conquistou um público fiel, especialmente entre fãs de Gilmore Girls que reconhecem no jeito de escrever de Graham o mesmo ritmo acelerado e a mesma verve cômica da personagem Lorelai. Resenhas de blogs literários brasileiros costumam destacar a leveza da narrativa e o quanto a insegurança de Franny é fácil de se identificar, mesmo décadas depois da ambientação do livro nos anos 1990.

Vendas e desempenho comercial

A editora não costuma divulgar números exatos de exemplares vendidos, mas o desempenho do romance foi forte o suficiente para garantir o status de mais vendido do New York Times já na estreia de Graham como escritora, um feito raro para um primeiro romance de ficção assinado por uma celebridade. O sucesso foi tanto que, pouco depois do lançamento, a própria editora já havia pedido a Graham um segundo livro, embora a autora tenha optado, mais tarde, por seguir com um formato diferente: o de memórias, com Falando o Mais Rápido que Posso (2016).

Trechos e elementos marcantes

Um dos aspectos mais lembrados do livro é o formato pouco convencional da narrativa. Além da prosa e dos diálogos tradicionais, Graham intercala a história com páginas de agenda (no estilo Filofax) mostrando a rotina errática de Franny, cheia de dias lotados de testes e semanas inteiras sem nenhuma audição, além de recados de secretária eletrônica, recurso que dá ainda mais humor e autenticidade ao período pré-celular em que a trama se passa. A própria autora explicou que, nos anos 1990, era assim que as pessoas registravam a agenda, por escrito, e que ao final do ano dava para enxergar o próprio ano de forma literal, algo que ela quis reproduzir no livro para retratar a espera constante que marca a vida de um ator no início de carreira.

Vale destacar também:

  • O pano de fundo semiautobiográfico: embora não seja uma autobiografia, Graham se inspirou em sua própria experiência tentando emplacar como atriz em Nova York nos anos 1990 para dar verossimilhança às inseguranças, aos testes fracassados e à cultura dos “bicos” (como propagandas e trabalhos temporários).
  • O trio de amigos formado por Franny, Jane e Dan, que funciona como o coração emocional da trama e antecipa, num tom mais nostálgico, as dinâmicas de amizade que os fãs de Gilmore Girls e Parenthood já conheciam do trabalho de Graham como atriz.
  • O final em aberto, tema recorrente nas resenhas de leitores, que gera discussões sobre o futuro amoroso e profissional de Franny e é um dos motivos pelos quais muitos fãs seguem na expectativa de uma continuação.

Um retrato carinhoso (e engraçado) dos bastidores da profissão

Mais do que uma comédia romântica ambientada em Nova York, Quem Sabe Um Dia funciona como uma carta de amor (e também um desabafo bem-humorado) sobre os bastidores de uma carreira artística: as esperas, as rejeições, os pequenos triunfos e a teimosia necessária para continuar tentando. É esse equilíbrio entre humor, autoconhecimento e nostalgia dos anos 1990 que faz o livro seguir conquistando novos leitores, mais de uma década após seu lançamento, sobretudo entre quem já é fã da voz única de Lauren Graham na tela.

Quase virou série na The CW

Poucos fãs sabem, mas Quem Sabe Um Dia quase ganhou uma adaptação para a televisão. Em 2013, pouco depois do lançamento do livro, a The CW encomendou o roteiro de um piloto baseado na história de Franny Banks, com a própria Lauren Graham assinando o texto e atuando como produtora executiva ao lado de Ellen DeGeneres e Jeff Kleeman. O projeto seria produzido pela Warner Bros. Television, o mesmo estúdio por trás de Gilmore Girls, e marcaria o retorno de Graham à emissora que exibiu os últimos anos da série. A atriz Mae Whitman, de Parenthood, chegou a se dizer publicamente animada com a possibilidade de interpretar Franny caso a adaptação saísse do papel. No fim, porém, o projeto não avançou além da fase de desenvolvimento do roteiro e a série nunca chegou a ser produzida.

Detalhes técnicos do livro

Editora: Record
Data da publicação: 21 fevereiro 2014
Edição: 1ª
Idioma: Português
Número de páginas: 368 páginas
ISBN-10: 8501404470
ISBN-13: 978-8501404473
Peso do produto: 800 g
Dimensões: 22.6 x 15.6 x 2.6 cm

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Notas

Muito bom

Conclusão

Em sua estreia no mundo da escrita, Lauren Graham surpreende com uma história consistente e cativante, que nos faz querer ler uma página após a outra sem parar.
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