
O outono chegou no hemisfério norte, e isso significa que é hora de mergulhar de novo no mundo fictício de Stars Hollow, com seu clima fresquinho, comida deliciosa e vizinhos excêntricos e encantadores.
Aproveitando a estação, Lauren Graham, estrela de Gilmore Girls e autora best-seller, se uniu à Bob’s Red Mill na campanha Moregetherness da marca. A iniciativa convida as pessoas a se aproximarem dos vizinhos por meio de comida caseira, com data marcada para o Dia Nacional do Vizinho, em 28 de setembro.
O site Eating Well conversou recentemente com ela sobre a campanha e alguns de seus pratos favoritos. Continue lendo para saber qual ingrediente ela sempre tem em casa para jantares rápidos durante a semana, sobre seu amor pela comida japonesa e por que ela jamais gostaria de comer na casa da Emily Gilmore.
Você tem algum prato de todo dia para a semana?
Eu amo comida asiática e amo comida mexicana, então essas são as minhas duas cozinhas favoritas. Costumo ter frango de assado em casa. Faço várias coisas com ele: às vezes tacos, ou então um refogado de legumes com arroz. Sou muito de panela elétrica de arroz, mas também tenho uma coisa chamada donabe, que é uma panela de barro japonesa que faz um arroz fantástico. Sou meio nerd de arroz.

Sam Hodgson / The New York Times
Você passou parte da primeira infância no Japão, e seu pai já tinha morado no Vietnã. É daí que vem a influência asiática na sua cozinha?
Bem, eu estava no Japão porque meus avós eram missionários, então minha mãe estudou numa escola americana lá e falava japonês fluentemente. Acho que tem menos a ver com aqueles dois primeiros anos da minha vida, dos quais eu não me lembro muito, e mais com o Japão como país, um lugar que minha mãe amava e sobre o qual sempre falava. Era uma verdade legal e meio estranha sobre a nossa família, o fato de eles terem passado tanto tempo lá. Então isso definitivamente me influenciou.
Como você faz seus tacos de frango de padaria?
Eu sou intolerante a glúten, então estou sempre em busca da melhor tortilha de milho, porque na verdade eu preferiria estar comendo uma tortilha de farinha. Mas é só colocar o que você tiver: tomatillo, alho, limão, a pimenta no nível que preferir, e é basicamente isso. Às vezes eu também faço um molho com tomatillos.
Você já falou sobre ter feito dieta na maior parte da vida, mas sua personagem em Gilmore Girls era praticamente o oposto disso, comia sem culpa. Foi difícil lidar com isso?
Às vezes. Quer dizer, é difícil fazer qualquer coisa num set 10, 12 vezes, comendo repetidamente diante da câmera. E eu me perguntava, em alguns momentos, “não é assim que eu realmente como”. Mas a série é meio sobre conforto, sobre tolerância e sobre aproveitar os momentos, e eu também tenho isso em relação à comida, só que com bem menos frequência que aquela personagem.
Qual é a sua abordagem atual em relação à saúde?
Acho que hoje é menos uma preocupação diária. Eu simplesmente tenho as minhas coisas que como. Tenho um equilíbrio bem bom. Acho que é mais difícil quando você está trabalhando em projetos de 12 a 14 horas. Não é fácil manter um hábito saudável o dia todo. Outra questão desses trabalhos é que você faz pausa para comer em horários diferentes, então não dá para se acostumar com nada. Às vezes o almoço é às 11 da manhã, às vezes é às 6 da tarde. Mas já faz muito tempo que não tenho um trabalho assim. Então agora estou num equilíbrio razoável.
Você preferiria comer na Lanchonete do Luke, na Pousada Dragonfly ou na mansão dos Gilmore?
Emily e Richard estão sempre servindo codorna ou algo do tipo. É chique demais, e vem com abuso demais da minha mãe. A Dragonfly é para ocasiões especiais, e a Lanchonete do Luke é para todo dia. Se eu pudesse pular a mansão dos Gilmore, teria pulado, mas não dava, porque eles estavam pagando tudo. Também penso em como era a comida cenográfica, e a comida cenográfica da mansão era sempre difícil de aguentar por horas e horas.

Por que você decidiu fazer parceria com a Bob’s Red Mill?
Bem, é uma marca que eu já uso. É muito divertido poder falar de algo que você já conhece e ama, e a mensagem da Moregetherness é realmente linda. São todas as coisas em que eu acredito, sobre ser um bom vizinho. E eu adoro cozinhar e assar para as pessoas, então foi uma combinação natural.
Esta campanha é toda sobre se conectar com os vizinhos, o que pode ser difícil aqui em Nova York, mas também na cultura que temos de modo geral. Qual seria o seu conselho para quem tem receio de fazer essa conexão?
Eu sei. Acho que foi por isso que achei a campanha tão valiosa. A mensagem é meio assim: tente. Faça um pequeno gesto. Quer dizer, andar por Nova York hoje é tão diferente de quando me mudei para cá. Já passei por alguém na rua usando uma camiseta de Gilmore Girls, e em outra época do mundo, talvez a gente tivesse se conhecido. Mas agora as pessoas só andam olhando para baixo [para o celular]. Então são as pequenas coisas.
Obviamente, é um grande debate cultural sobre o quanto é difícil controlar o próprio uso do celular e das redes sociais. Mas acho que se trata de estender a mão de um jeito pequeno. E é disso que o Dia do Bom Vizinho trata. Eu sinto que o Dia do Bom Vizinho deveria ser todo dia, mas pelo menos vamos começar com um.
